Lwart, Motul e Stellantis lançam nova linha de lubrificantes com foco na descarbonização do setor automotivo
A relação entre montadoras, fabricantes de lubrificantes e fornecedores de óleo básico está mudando, com uma maior integração entre os diferentes elos da cadeia.

A descarbonização deixou de ser apenas uma meta para se tornar um dos principais diferenciais competitivos da indústria automotiva. Hoje, fabricantes, fornecedores e consumidores buscam soluções que aliem desempenho, eficiência e responsabilidade ambiental.
Nesse cenário, o Projeto de Ciclo Fechado surge como uma resposta prática para reduzir o impacto ambiental dos lubrificantes, sem abrir mão da qualidade técnica. Um exemplo dessa transformação é a parceria entre Lwart Soluções Ambientais, Motul e Stellantis, que une diferentes elos da cadeia para criar uma solução baseada na economia circular.
O que é, afinal, um Projeto de Ciclo Fechado?
Tradicionalmente, a indústria operava sob a lógica linear de extração de recursos, produção, consumo e descarte. Um Projeto de Ciclo Fechado (Closed-Loop System) quebra esse paradigma ao garantir que o resíduo gerado ao final da vida útil de um produto seja recolhido, reprocessado e reintroduzido na mesma cadeia produtiva com o mesmo nível de qualidade e exigência técnica.
No mercado de lubrificantes, o ciclo fechado funciona da seguinte forma:
Coleta do OLUC: a Lwart realiza a coleta e a destinação correta do óleo lubrificante usado ou contaminado gerado em oficinas, revisões e indústrias.
Rerrefino: o óleo coletado passa por um processo de alta tecnologia e é transformado em óleo básico GII de alta qualidade, com pegada de carbono 77% menor em comparação ao óleo de primeiro refino produzido no Brasil.
Produção de novos lubrificantes: o óleo básico rerrefinado é a matéria-prima utilizada na formulação de lubrificantes, unindo desempenho e sustentabilidade.
Retorno ao mercado: os novos produtos voltam para autopeças, concessionárias e veículos, completando o ciclo da economia circular.
O resultado é um modelo produtivo sustentável, que reduz a dependência de matérias-primas virgens de origem fóssil, evita a poluição do meio ambiente e diminui sensivelmente as emissões de carbono.
A nova parceria entre a Lwart Soluções Ambientais, a Motul e a Circular Autopeças by Stellantis representa um marco no setor de veículos leves e na construção de um modelo circular no Brasil. A união dessas três empresas integra diferentes elos essenciais da cadeia:
Lwart: Liderança e tecnologia na coleta de OLUC e do rerrefino para o fornecimento do óleo básico do Grupo II.
Motul: Excelência global em formulação e desenvolvimento de lubrificantes de alta performance.
Circular Autopeças by Stellantis: Uma das maiores montadoras do mundo, garantindo a validação e aplicação em larga escala no ecossistema automotivo.
Fique por dentro: a Circular Autopeças é a unidade de Economia Circular da Stellantis, criada para ampliar a recuperação, reutilização e reciclagem de materiais e reduzir o desperdício. A iniciativa com Motul e Lwart faz parte desse ecossistema e dá um novo destino ao OLUC coletado nas operações da Stellantis, que passa pelo rerrefino e retorna ao mercado como matéria-prima para novos lubrificantes.
Dessa sinergia nasceu a linha de produtos Motul NGEN Circular Autopeças, desenvolvida especialmente para atender aos rigorosos critérios técnicos do mercado atual.
O Óleo Básico Grupo II da Lwart


A inclusão do Óleo Básico Grupo II da Lwart na linha Motul NGEN Circular demonstra justamente o contrário: alta performance aliada a um menor impacto ambiental.
A Motul NGEN Circular conta com 30% a 70% de conteúdo proveniente do rerrefino, distribuído entre seis formulações distintas. Embora os produtos utilizem o mesmo óleo básico, cada formulação apresenta uma combinação específica de aditivos e uma proporção diferente de óleo básico rerrefinado, de acordo com a aplicação e o desempenho esperado.
Para atender aos padrões internacionais exigidos pela Motul e pela Circular Autopeças, foram determinantes a pureza e a qualidade técnica do Óleo Básico Grupo II produzido pela Lwart, comprovando que uma matéria-prima proveniente do rerrefino pode oferecer alto desempenho e atender às exigências de aplicações de alta performance.
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O que essa Parceria Sinaliza para o Mercado Automotivo?


A adesão de uma marca global de lubrificantes premium como a Motul e de um grupo automotivo de alcance global como a Stellantis emite um sinal claro ao setor: o óleo básico rerrefinado atingiu o patamar mais elevado de maturidade técnica e comercial.
Hoje, a decisão de compra na cadeia automotiva não é mais pautada por um único atributo. As empresas buscam o equilíbrio ideal entre:
Performance e Qualidade: Requisitos inegociáveis para garantir a vida útil e a proteção dos motores.
Sustentabilidade e Circularidade: Redução comprovada da pegada de carbono.
Segurança de Fornecimento: Garantia de volume e escala contínua.
Ao entregar todos esses fatores integrados, o óleo básico rerrefinado passa a ocupar uma posição de alto valor agregado na indústria.
O Projeto de Ciclo Fechado prova que o futuro da mobilidade depende da inteligência na gestão de recursos. Ao transformar o que seria resíduo em uma matéria-prima nobre e de alta tecnologia, a iniciativa redefine os padrões da indústria de lubrificantes e mostra que a transição para uma economia de baixo carbono já é uma realidade prática e de grande escala.
Liderado por Lwart, Motul e Stellantis a iniciativa se soma a outras parcerias da Lwart voltadas à circularidade, como a desenvolvida com Petronas, CNH e IVECO, reforçando que diferentes elos da indústria já estão avançando na busca por soluções mais circulares e sustentáveis.
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