Gabrielly Morais·29/05/2026·2 minutos

Dia Mundial Sem Tabaco: entender os riscos é o primeiro passo para parar de fumar

A data de 31 de maio convida à reflexão sobre os efeitos do tabagismo no corpo e mostra que, com apoio e informação, é possível transformar hábitos e cuidar da saúde.

Alteração na respiração, doenças cardiovasculares, limitações físicas e sensoriais podem ser sinais de que o corpo de quem fuma está sendo agredido pelo tabaco.

O consumo do cigarro, muitas vezes, está associado ao estresse, à rotina exaustiva ou até mesmo a hábitos cotidianos, como tomar café ou consumir bebidas alcoólicas aos finais de semana. Mesmo quando o uso parece “ocasional”, ele já compromete a saúde.

Considerado uma doença crônica causada pela dependência da nicotina, o tabagismo foi incluído, em 1993, pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer (INCA) na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental e comportamental.

Mas qual é o público mais vulnerável à dependência do tabaco?

Em sua maioria, adolescentes e jovens adultos, devido às vulnerabilidades características dessa fase da vida. Além disso, fatores psicológicos, biológicos, genéticos, sociais e ambientais também influenciam diretamente o consumo.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, realizou a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), levantando dados sobre saúde mental, violência e consumo de cigarros eletrônicos entre jovens de 13 a 17 anos, de escolas públicas e privadas.

O uso de vape (cigarros eletrônicos), por exemplo, aumentou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024 (PeNSE).

A pesquisa também apontou uma redução no consumo do cigarro comum, que caiu de 22,6% para 18,5%.

Mas afinal, o vape é melhor que o cigarro?

Na tentativa de abandonar o tabaco, muitas pessoas passam a utilizar o vape como uma alternativa, acreditando que ele oferece menos riscos à saúde e maior aceitação social por conta do odor menos intenso.

No entanto, o Dr. José Henrique Pereira de Castro, médico responsável pela Saúde do Trabalho da Lwart, alerta que o uso não é recomendado, pois os cigarros eletrônicos também apresentam riscos à saúde.

Entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, não indicam o vape como método para parar de fumar, priorizando alternativas comprovadas e seguras, como terapias de reposição de nicotina, medicamentos e acompanhamento comportamental.

Entre os principais desafios enfrentados por quem fuma estão:

  1. Síndrome de abstinência física

  2. Gatilhos comportamentais e hábitos

  3. Dependência psicológica e emocional

  4. Medo do fracasso e fatores sociais

A recuperação do organismo após parar de fumar começa de forma surpreendente. Em apenas 20 minutos após o último cigarro, o corpo já apresenta os primeiros sinais de melhora.

Apesar disso, sintomas de abstinência, como ansiedade e desejo intenso de fumar, costumam atingir o pico entre 24 e 48 horas, diminuindo gradativamente nas semanas seguintes.

Segundo o médico, identificar esses sinais precocemente é essencial para evitar a evolução de doenças crônicas e potencialmente letais.

Aqui na Lwart, o Programa Antitabagismo, Álcool e Drogas integra um conjunto de ações voltadas não apenas ao combate ao fumo, mas também ao álcool e às drogas.

Criado em 2023, o programa busca facilitar a transição do “querer parar” para o “conseguir parar”, oferecendo apoio, acolhimento, orientação e encaminhamento para especialistas, como pneumologistas e acompanhamento psicológico.

Tudo pode mudar 😊

Até o momento, 59% dos colaboradores participantes conseguiram abandonar o vício.

Entre os resultados do Programa Antitabagismo, Álcool e Drogas, estão histórias de colaboradores que conseguiram superar a dependência e transformar sua qualidade de vida. Um dos participantes do programa compartilhou sua experiência:

"Em setembro, completarei 3 anos sem fumar. Foi a melhor decisão da minha vida. Meu agradecimento especial ao Dr. José Henrique e à sua equipe, além da minha família, que esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis dessa jornada. Cada dia sem fumar foi uma vitória. E hoje posso dizer: eu venci. Parar de fumar não foi fácil. Foi uma luta diária, cheia de desafios, mas também uma das escolhas mais importantes que já fiz. Minha saúde, meu bolso e minha qualidade de vida agradecem."

Precisa de ajuda para parar de fumar?

O apoio psicológico faz uma diferença significativa no processo de parar de fumar e aumenta consideravelmente as chances de sucesso a longo prazo.

Aqui na Lwart, colaboradores que desejam abandonar o cigarro podem buscar orientação e apoio junto ao time de Saúde de Gente e Cultura – Social. A equipe realiza o acolhimento inicial em conjunto com o médico do trabalho, oferece suporte durante todo o processo e realiza os encaminhamentos necessários para acompanhamento especializado dentro do Programa Antitabagismo, Álcool e Drogas.

Para participar do Programa, os colaboradores podem procurar o Ambulatório da empresa, onde receberão as orientações necessárias para iniciar o acompanhamento.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito, incluindo consultas com equipes multidisciplinares, médicos, psicólogos e enfermeiros, além de medicamentos. Acesse o portal Meu SUS Digital e procure a rede de saúde mais próxima de você.

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