Gabrielly Morais·06/04/2026·2 minutos

Adequações da NR-1 impactam diretamente a gestão das empresas

Atualizações da norma reforçam a importância da escuta, da liderança e da integração na gestão de riscos.

O que é a NR-1? A NR-1 é a norma que estabelece as diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho no Brasil. Criada em 1978, ela funciona como base para todas as outras Normas Regulamentadoras, orientando empresas sobre como garantir um ambiente de trabalho seguro. A norma passou por atualizações recentes que trouxeram uma visão mais moderna sobre a gestão de segurança no trabalho. O principal avanço foi a inclusão do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Quais são as principais mudanças?

  1. Foco maior na prevenção de riscos

  2. Gestão mais organizada e contínua dos riscos ocupacionais

  3. Integração da segurança com a rotina da empresa

  4. Maior participação da liderança no processo

As empresas deixam de agir apenas quando um problema acontece e passam a atuar de forma preventiva, identificando e controlando riscos antes que eles causem impactos.

Qual é o prazo para adaptação?

A nova redação do capítulo 1.5 teve seu prazo prorrogado pela Portaria MTE nº 765/2025. Agora, as empresas têm até maio de 2026 para se adequar às mudanças.

Nesse contexto, ganha força a ampliação do olhar sobre os riscos, que passam a incluir não apenas aspectos físicos, mas também fatores emocionais e psicossociais que impactam diretamente o dia a dia dos colaboradores.

Com isso, o colaborador passa a ocupar o centro da estratégia. Na prática, isso significa ir além de protocolos para desenvolver uma escuta ativa, compreender as vivências no trabalho e construir ambientes mais saudáveis e respeitosos.

Supervisora da área de Saúde Ocupacional da Lwart Soluções Ambientais, Aline Bolonha destaca que essa mudança reforça um movimento que já vinha sendo construído na Lwart:

“A primeira reflexão foi entender que falar de riscos psicossociais vai muito além de cumprir uma exigência legal. É olhar para as pessoas, para o que elas vivem no dia a dia do trabalho, e cuidar para que esse ambiente seja mais saudável e respeitoso.”

Esse olhar exige que iniciativas como campanhas, programas de saúde e ações de melhoria contínua estejam conectadas à realidade das equipes. Afinal, o trabalho faz parte da vida das pessoas, mas não pode comprometer o seu bem-estar.

A liderança tem papel essencial nessa jornada. Por estar mais próxima da rotina, ela atua como ponte entre estratégia e prática, ajudando a identificar riscos, promover o diálogo e fortalecer uma cultura de cuidado.

Como reforça Aline:

“É no dia a dia que os riscos aparecem, e por isso a liderança precisa estar próxima, atenta e aberta à escuta.”

Esse movimento se fortalece quando há integração. A gestão de riscos depende da conexão entre áreas, processos e pessoas, e não acontece de forma isolada.

Encontro da ABRH reúne lideranças do interior

No final de março, aconteceu a ABRH-SP Regional Centro-Oeste, realizada na Lwart Soluções Ambientais. Com o tema “NR-01: Uma abordagem integrada”, o evento reuniu profissionais de diversas empresas do interior paulista, entre elas, Zilor, Bracell e Grupo Caio, para discutir, na prática, a importância de integrar esforços e ampliar o olhar sobre os riscos psicossociais.

A troca de experiências que promover saúde e segurança vai além de processos estruturados, é um caminho contínuo.

“Mais do que atender à norma, nosso papel é evoluir continuamente na forma como cuidamos das pessoas, integrando práticas e promovendo um ambiente onde segurança e bem-estar caminham juntos.” – complementa Aline

No fim, as adequações da NR-1 reforçam uma ideia central: empresas mais seguras são, antes de tudo, aquelas que colocam as pessoas no centro de suas decisões, um movimento que se fortalece em espaços de diálogo como este, e que se constrói todos os dias, na prática.

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