Lwart antecipa em cinco anos meta ESG de liderança feminina
Com 31,46% de mulheres em cargos de liderança, a Lwart superou em 2025 uma meta que estava prevista para 2030.

Liderança feminina: por que esse avanço é tão relevante?
A liderança feminina tem ganhado espaço nas discussões sobre ESG, diversidade e desenvolvimento sustentável. Mas quando esse avanço acontece em um setor industrial tradicionalmente masculino, o impacto se torna ainda mais significativo.
Foi exatamente esse resultado que a Lwart alcançou. Segundo o Relatório de Sustentabilidade 2025, a empresa chegou a 31,46% de mulheres em posições de liderança, ultrapassando a meta de 30% estabelecida para 2030.
Em apenas dois anos, a participação feminina passou de 23,89% para 31,46%, demonstrando que promover diversidade não é apenas uma ação institucional, mas uma estratégia que gera valor para o negócio e para a sociedade.
Como a Lwart antecipou sua meta de liderança feminina?
Em números absolutos, atualmente 28 das 89 posições de liderança da companhia são ocupadas por mulheres.
O indicador faz parte dos compromissos estratégicos de ESG da empresa e mostra que ações consistentes podem acelerar transformações culturais e organizacionais.
Segundo Adriana Ferro, gerente de Desenvolvimento Humano Organizacional da Lwart, alcançar a meta antes do prazo reforça a importância do tema dentro da estratégia corporativa.


Mesmo com a meta já atingida, a companhia segue investindo em iniciativas para ampliar a representatividade feminina em todas as áreas, especialmente diante da expansão prevista para os próximos anos.
Mulheres na indústria: desafios e oportunidades
O avanço da liderança feminina se torna ainda mais relevante quando analisamos o contexto do setor.
De acordo com levantamento do Dieese elaborado para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as mulheres representam apenas 20,5% da força de trabalho no setor brasileiro de petróleo e gás.
Esse cenário mostra que ainda existem desafios importantes para ampliar a participação feminina na indústria. Ao mesmo tempo, evidencia o potencial de transformação quando empresas adotam políticas estruturadas de inclusão, desenvolvimento e valorização de talentos.
A presença feminina também cresce nas operações


A evolução não aconteceu apenas nas áreas administrativas.
Uma das mudanças mais significativas foi registrada na operação de coleta de Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC), uma atividade historicamente ocupada por homens.
Em 2025, a participação feminina em posições de liderança nessa área chegou a 9,8%, representando um crescimento de 5,3 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.
Além disso, a empresa passou a contar com:
3 novas gestoras de coleta;
23 novas motoristas;
Maior participação feminina em funções operacionais de campo.
Esse movimento contribui para tornar a diversidade uma realidade em diferentes frentes da organização.
Quais ações contribuíram para esse resultado?
O crescimento da representatividade feminina é fruto de uma estratégia construída ao longo dos últimos anos.
Entre as principais iniciativas estão:
Processos seletivos mais inclusivos: A revisão das práticas de recrutamento e seleção ajudou a reduzir vieses inconscientes e ampliar as oportunidades para mulheres em diferentes áreas da empresa.
Vagas afirmativas para áreas operacionais: A abertura de vagas com foco na diversidade permitiu ampliar a participação feminina em funções tradicionalmente masculinas.
Desenvolvimento de lideranças: A Lwart também investe na capacitação contínua de seus profissionais, criando oportunidades para que mais mulheres assumam posições estratégicas.
Programa de Desenvolvimento de Liderança fortalece talentos internos
Um dos destaques dessa jornada é o Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL).
Com duração de dez meses, o programa reúne profissionais de diferentes níveis hierárquicos para o desenvolvimento de competências essenciais para a gestão de pessoas e negócios.
Entre os temas trabalhados estão:
Escuta ativa;
Negociação;
Gestão de pessoas;
Comunicação;
Liderança estratégica.
Em 2025, participaram da iniciativa diretores, gerentes, coordenadores e especialistas.
A proposta é fortalecer a capacidade de liderança em toda a organização e preparar profissionais para os desafios futuros da companhia.
ESG na prática: diversidade como estratégia de negócio


A ampliação da liderança feminina demonstra como a diversidade pode gerar impactos positivos na cultura organizacional, na inovação e na atração de talentos.
Mais do que atingir uma meta, a construção de ambientes mais inclusivos contribui para fortalecer equipes, ampliar perspectivas e impulsionar resultados de longo prazo.
A conquista da Lwart mostra que metas de diversidade podem ser alcançadas quando são tratadas como parte estratégica do negócio. Ao superar com cinco anos de antecedência o objetivo de ampliar a liderança feminina, a empresa reforça seu compromisso com práticas ESG que geram impacto real.
Mais do que números, esse resultado representa oportunidades concretas para que mais mulheres desenvolvam suas carreiras, ocupem posições de decisão e contribuam para a construção de uma indústria mais diversa, inovadora e sustentável.
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