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Projeto H

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Vista da construção

Projeto H

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Lwart investe para produzir óleo básico do tipo II

Hoje, este produto é 100% importado

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Na hora H

Na hora H

Empresa será a primeira produtora nacional de óleo básico do Grupo II

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O Brasil na era do Grupo II

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Tecnologia de hidrotratamento fará a diferença no rerrefino nacional

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Empresa de coleta e rerrefino moderniza processo industrial

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Tecnologia de hidrotratamento viabilizará produção de óleos básicos de alta qualidade

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De frente para os desafios

De frente para os desafios

Diretor-presidente do Grupo Lwart, Carlos Renato Trecenti fala sobre Projeto H; “o grande desafio é aumentar a coleta”

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  • O que é Projeto H e qual seu objetivo principal?

    Trata-se de um projeto para aprimorar e modernizar o processo industrial, que contempla fazer o acabamento de óleos básicos rerrefinados pela tecnologia de hidrotratamento. O objetivo principal desse projeto é atender a uma demanda cada vez mais crescente por básicos de qualidade superior, fruto de um grande avanço tecnológico em motores, equipamentos industriais e outros produtos que exigem o uso de lubrificantes de alta qualidade. Como líder do segmento de rerrefino, nossa empresa foi em busca de soluções tecnológicas para manter sua competitividade e ampliar seus horizontes.

  • O Projeto prevê a construção de uma nova fábrica ou será uma modernização da atual?

    Construíremos uma fábrica totalmente nova, começando por obras de terraplanagem, em um terreno de nossa prioridade, ao lado da atual planta, em Lençóis Paulista. Compramos um projeto de engenharia com tecnologia específica, e traremos equipamentos importados para sua construção, entretanto, pretendemos utilizar cerca de 80% de material fabricado no Brasil. Teremos uma planta mais compacta, com a aparência de uma refinaria, com torre, reatores, evaporadores, etc.

  • Por quê uma nova fábrica na localidade atual?

    A LWART Lubrificantes tem hoje, em Lençóis Paulista, uma sinergia muito grande com as outras empresas do Grupo Lwart, o que cria uma condição extremamente favorável ao novo empreendimento. Para se ter uma ideia, temos uma autosuficiência em energia elétrica e vapor, com dutos de 4km, ligando a LWARCEL Celulose à LWART Lubrificantes, e uma estação de efluentes bastante desenvolvida. Além disso, temos também a LWART Química com uma fábrica de mantas asfálticas que recebe todo o resíduo do processo de rerrefino. Nossos estudos também levaram em consideração, o fato de a grande maioria das nossas entregas de básicos serem feitas no Rio de Janeiro, mas mesmo assim, as vantagens pesaram mais para a mudança. Manteremos a fábrica atual em funcionamento, mas certamente sua carga será reduzida.

  • Quando iniciará a produção e qual será a capacidade da nova fábrica?

    As obras de terraplanagem já estão finalizadas e nossos cálculos preveem o início da produção para o final de 2011. A nova planta terá capacidade para processar 150 mil metros cúbicos por ano de óleo usado, o que, considerando o rendimento do processo, nos leva a uma capacidade de produzir 105 mil metros cúbicos por ano, de óleos básicos do grupo I como do grupo II, dependendo do ajuste do tratamento de Hidrogênio, e da demanda por produtos mais nobres, que é a nossa maior expectativa com relação ao Mercado.

  • Como será a geração de Hidrogênio, e qual a fonte de suprimento desse produto para a nova planta?

    Será construída uma unidade específica para produção de hidrogênio. Teremos como matéria-prima o Gás Natural que será bombeado por dutos, a partir da concessionária que opera o citigate de gasoduto Brasil-Bolívia, na cidade vizinha de Bauru.

  • Quais os critérios que levaram à escolha da CEP como fornecedora de tecnologia para essa nova planta?

    A LWART efetuou diversos estudos comparativos, e concluímos que o fato de a Chemical Engineering Partners já ter longa experiência com projetos semelhantes, tanto nos Estados Unidos, quanto na Europa, e ser a única no mundo com dedicação exclusiva a plantas de rerrefino, atenderia plenamente aos nossos critérios, tanto técnicos quanto econômicos. Além disso, nosso acordo prevê a transferência de tecnologia e assistência técnica para o acompanhamento da implantação da fábrica. O projeto levou em consideração, principalmente, a diferença entre as características do óleo usado no Brasil e as dos mercados europeus e americano, uma vez que por aqui temos maior teor de Enxofre, maiores teores de metais e mais baixos teores de hidrocarbonetos saturados. Por isso, o trabalho preliminar de pesquisa e testes de desempenho com nossa matéria-prima foram extremamente importantes para a definição e adaptação da tecnologia escolhida. Devemos lembrar que com essa tecnologia, a nova fábrica irá gerar muito menos resíduo, pois não utiliza mais o ácido sulfúrico, não sendo, portanto, necessária a reutilização da borra final.

  • Quais os tipos de óleos básicos que serão produzidos na nova fábrica?

    Neutro Leve (SN 100), Neutro Médio (SN 300) e Neutro Pesado (SN 600).

  • Como a Lwart pretende aumentar a produção, uma vez que a matéria-prima, o óleo usado, depende do tamanho do mercado de lubrificantes?

    Mais de que visar o crescimento do mercado, nossa estratégia está voltada para o aumento da coleta de óleo usado. Esse é o ponto crucial para o nosso projeto. Não queremos inflacionar, lutando com nossos congêneres por uma maior fatia do mercado atual, o que faria com que houvesse um aumento de preços indesejáveis a todos. Nosso foco principal é aumentar a coleta em regiões onde ainda há muito espaço para crescer, como o Nordeste, por exemplo. Os números do mercado têm mostrado que ainda há um enorme volume de óleo usado não coletado, causando grandes danos ao Meio Ambiente, e a Resolução Conama 362 obriga a destinação desses produtos ao rerrefino. Dentro dessa filosofia de ampliação de coleta, estamos investindo na instalação de 3 novos centros de coleta no Nordeste, e na aquisição de mais 60 caminhões novos para a coleta e transporte de óleo usado.

  • Existe algum plano para oficialização de seus produtos na classificação de Grupo II?

    O projeto H vai além de simplesmente colocar no mercado produtos de melhor qualidade. Nossa intenção é produzir um tipo de óleo básico que tenha elevado nível de desempenho e com tal constância, que seja aceito e comprovado internacionalmente. Teremos os básicos LWART, com licença e certificação no American Petroleum Institute - API como grupo II, contando inclusive com testes de motor rodeados com pacotes de aditivos de alto desempenho. Dessa forma, será possível fabricar um óleo de motor de grau API SL, por exemplo, utilizando-se básicos LWART. Também estaremos aptos a integrar o guia API de Intercâmbio de Óleos Básicos (Base Oil Interchangeability - BOI), para formulações de óleos lubrificantes com pacotes de aditivos já aprovados em básicos de outras origens. Sabemos que há um grande investimento ainda a fazer, e muito desse trabalho só poderá ser feito após o início da produção, mas, estamos confiantes em nossas metas e já com o caminho traçado para que possamos atingir esse reconhecimento internacional.

  • Existe alguma intenção da empresa em comercializar básicos também no mercado internacional?

    A princípio, toda nossa energia está voltada para o mercado brasileiro, pois, entendemos que há um tendência de grande crescimento interno na procura por óleos básicos de grupo II, e uma necessidade de se melhorar a imagem do produto rerrefinado. Não temos a intenção de exportar, para podermos atender ao máximo a demanda nacional, e adquirimos credibilidade, principalmente no segmento automotivo.

  • Como o sr. vê a imagem do óleo rerrefinado hoje no Brasil?

    O grande mérito do rerrefino tem sido a contribuição para o Meio Ambiente, com a retirada de circulação de produtos altamente poluidores e proporcionando a melhor destinação de reciclagem. Muito se tem feito na indústria de rerrefino, principalmente no tocante à coleta de óleo usado ou contaminado, porém, ainda existe muito espaço para melhorias em termos de desenvolvimento tecnológico e qualidade de produto. As dimensões e a geografia do país são grandes desafios para essa indústria que tem evoluido ao longo do tempo. Há necessidade de investimentos no setor, para que possamos eliminar de vez a ideia de que um óleo rerrefinado possui baixa qualidade. Esperamos com nosso Projeto H elevar o nível dos básicos produtos do país e contribuir para a melhoria da imagem do rerrefino, mostrando que temos potencial para participarmos de óleos automotivos de alto desempenho.